Cratera do Metrô –Estação Pinheiros linha 4 amarela completou 10 anos

Cratera do Metrô –Estação Pinheiros linha  4  amarela  completou  10 anos

Cratera do Metrô –Estação Pinheiros linha  4  amarela  completou  10 anosfoi previsto por Jucelino Luz 

A Justiça de São Paulo inocentou os 14 réus do caso da cratera do Metrô, acidente que deixou sete mortos em 2007 nas obras da Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela. A cratera engoliu caminhões, máquinas e pessoas que passavam pela região. Estranho ou  não essa decisão, mas todas empresas envolvidas são aquelas envolvidas na operação “ Lava Jato “   e em outras investigações da Procuradoria Federal ,

Naquela época Jucelino Luz , foi perseguido por uma grande mídia ,no sentido de proteção ao poder que envolviam empresários  e alguns políticos  – ou seja, lançaram defeitos inexistentes nas cartas dele , para proteção desse poder sujo  que ainda domina o Brasil  e o mais triste, que esse poder tem muitas vezes, influências  e ajuda  daqueles que deveriam aplicar a lei  e ao invés disso, , usam  dela sob a manta da legislação frágil , no sentido de   favorecer uma elite ( dominante)

Após a maior tragédia da história do metrô paulistano, 14 pessoas entre funcionários do Metrô, do Consórcio Via Amarela e de empresas que projetaram a obra viraram réus pelo desabamento. O consórcio Via Amarela era formado pelas empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

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Em decisão de maio  de  2016  , a juíza Aparecida Angélica Correia, da 1ª Vara Criminal, considerou estar provado que os réus não concorreram para a infração penal. O Ministério Público defendeu na denúncia que os funcionários foram negligentes. A denúncia cita que foram detectados problemas no túnel no mês anterior à tragédia e, na véspera, a decisão dos responsáveis pela obra foi por instalar tirantes – estruturas de reforço. A obra prosseguiu, porém, sem a instalação dessas estruturas.

A juíza afirmou que ficou provado nas provas que o acidente provavelmente aconteceria mesmo com a instalação dos tirantes. Disse ainda que não houve indício do acidente e que os responsáveis tomavam os cuidados necessários.

Segundo a Juíza que deu a sentença , afirmou que  os acusados não tinham como prever o acidente, em razão de todas as circunstâncias apuradas. A execução do projeto de obra estava dentro da normalidade, todas as equipes acompanhavam cuidadosamente cada passo da execução e não apontaram qualquer situação que indicasse a possibilidade de um acidente,

Em contrapartida, a  promotora Eliane Passarelli, que representou a denúncia, afirmou em 2011 que houve imprudência, imperícia, falha humana e técnica. O processo questionou a qualidade do material usado e a negligência quanto às medidas preventivas e as falhas na análise do solo. Em outras palavras, para o Ministério Público, a tragédia poderia ter sido evitada se os responsáveis tivessem alertado as autoridades e interrompido a obra em tempo.  Hoje  Elaine Passarelli  , é procuradora de Justiça, e em entrevista  na TV , continua tendo a mesma opinião , que houve imprudência , imperícia e falha humana  e  técnica naquela obra.  

Acidente
Minutos antes do desmoronamento no dia 12 de janeiro, 25 funcionários abandonaram às pressas o canteiro de obras do Metrô. As paredes cederam por volta das 14h daquela sexta-feira. Em apenas 1 minuto e 50 segundos, o desabamento fez o buraco atingir 80 metros de diâmetro e 38 metros de profundidade.

Uma das primeiras vítimas a serem tragadas pelo buraco foi o motorista da obra Francisco Sabino Torres, de 48 anos. Em seguida, foi engolida a Rua Capri. Três vítimas da cratera do Metrô estavam na lotação que passava por essa via: o motorista Reinaldo Aparecido Leite, de 40 anos; o cobrador Wescley Adriano da Silva, de 22, e um passageiro, o funcionário público Marcio Rodrigues Alambert, de 31.

Os outros mortos foram: a aposentada Abigail Rossi de Azevedo, de 75 anos, o oficce-boy Cícero Augustino da Silva, de 58, e a bacharel em direito Valéria Alves Marmit, de 37, que caminhavam na calçada da Capri, usada como acesso dos operários ao túnel em perfuração.

O GPS do micro-ônibus indicava que ele estava 28 metros abaixo dos entulhos. O veículo ficou reduzido a um bloco de sucata com 60 centímetros de altura. A primeira vítima foi retirada pelos bombeiros no quarto dia de buscas. O último corpo foi encontrado no 13º dia.

Após 19 meses de investigação, o Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Técnico-Científica, concluiu o laudo sobre as causas do acidente e apontou que problemas de execução da obra provocaram a queda das paredes do túnel.

Outros processos, além do criminal, estão sendo movidos por parentes das vítimas que não concordaram com os valores das indenizações. Além das pessoas que tiveram seus familiares mortos, há aqueles que perderam seus imóveis por conta da desapropriação. Muitas casas e prédios vizinhos ao canteiro de obras tiveram de ser demolidos porque apresentavam risco de desabamento.

Perícia

Após 19 meses de investigação, o Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Técnico-Científica, concluiu o laudo sobre as causas do acidente e apontou que problemas de execução da obra provocaram a queda das paredes do túnel.

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Em novembro de 2016, por 2 votos a 1, os desembargadores da 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo mantiveram a absolvição de 12 pessoas envolvidas na tragédia. Os acusados, engenheiros ou funcionários do Metrô ou das empreiteiras, já haviam sido absolvidos em julgamento na primeira instância. Outros dois acusados foram retirados do segundo julgamento pelo próprio Ministério Público, responsável pela acusação, que entendeu que eles não tinham culpa.

A absolvição revoltou Celso Alambert, 77 anos, pai de Márcio Alambert, 31 anos, que morreu na tragédia. “Isso gera revolta. Como é que vão fazer uma obra desse porte sem responsável? Nesse caso tinha que ter um engenheiro responsável, um geólogo, uma fiscalização sobre as obras. Mas sabe como é que é, né? Se fossem cidadãos comuns já teriam sido punidos. Mas envolve muita gente graúda, então acaba tudo em pizza”,

O corretor Antonio Manuel Dias Teixeira, que perdeu um imóvel no acidente, também reclamou da falta de punição pelo acidente. “Isso é uma coisa que também me deixou revoltado e chateado. E aqueles que morreram? Eu estou vivo, tudo bem. Mas tem os que morreram. Não havia responsáveis?”

 

O acidente ocorreu por volta das 15h do dia 12 de janeiro de 2007, na rua Capri. O cobrador Wescley Adriano da Silva ocupava o seu lugar no micro-ônibus que fazia a linha Casa Verde-Pinheiros quando uma cratera se abriu no canteiro de obras da estação, “engolindo” a van em que ele se encontrava.

Além dele, também morreram no acidente o motorista da van Reinaldo Aparecido Leite, os passageiros Márcio Alambert e Valéria Alves Marmit, o motorista de um caminhão que trabalhava na obra e que também foi “engolido” pela cratera Francisco Sabino Torres, e a aposentada Abigail de Azevedo e o office boy Cícero Augustino da.Silva, que chegavam ao ponto de ônibus no momento do acidente.

MP recorreu da absolvição

Em dezembro do ano passado, o Ministério Público decidiu recorrer da absolvição ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ainda não se pronunciou sobre o assunto. No recurso, de 72 páginas, o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio Smanio, e o promotor de Justiça designado Victor Eduardo Rios Gonçalves alegam que “era previsível que o desabamento poderia ocorrer” e que, mesmo assim, os réus determinaram o prosseguimento das obras, agindo, portanto, com imprudência e negligência.

 

No documento, eles afirmam que “as falhas originárias do projeto e da execução da obra, aliadas à desconsideração do quadro de instabilidade do canteiro, com o consequente avanço das escavações e o aumento do ritmo e da velocidade das detonações, levaram ao desmoronamento do túnel, com a morte de sete vítimas”.

 

Eles também dizem que essas mortes poderiam ter sido evitadas, independentemente do desmoronamento, “se o entorno do local tivesse sido interditado para o trânsito de pedestres e de veículos logo após os primeiros sinais de risco iminente de ruptura do local, sinais esses, inclusive, que possibilitaram a evacuação do subsolo, com a retirada dos obreiros que trabalhavam na escavação”.

 

Procurado pela Agência Brasil para falar sobre o caso, o Ministério Público não concedeu entrevista e se pronunciou apenas enviando o documento de recurso ao STJ.

Indenizações

O Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras, informou que nenhuma família deixou de fechar acordo de indenização com a empresa. Em 2009, a assessoria de imprensa da Via informou que “todas as famílias das [sete] vítimas fatais do acidente” foram indenizadas em até 90 dias após o acidente e “todos os moradores, inicialmente deslocados de suas residências e instalados em hotéis da região, foram indenizados e retomaram sua rotina sem ter que recorrer à Justiça”.

Linha ainda não terminada

Passados dez anos, a linha 4-amarela do Metrô de São Paulo ainda não foi totalmente concluída e entregue. Prevista na época  para funcionar na Copa do Mundo de 2014, ainda faltam estações a serem terminadas.

Segundo o Metrô, a implantação da linha foi dividida em duas fases, sendo que a primeira custou R$ 3,1 bilhões e teve as obras iniciadas em 2006, passando a funcionar a partir de 2010, com seis estações operando, entre Luz e Butantã. Em 2012 foram iniciadas as obras da segunda fase, que abrange as estações Butantã e Vila Sônia e a construção de outras cinco estações – uma delas, a Fradique Coutinho, inaugurada em 2014.

Em 2015, a empreiteira responsável abandonou as obras e o Metrô rescindiu o contrato, retomando os trabalhos com um novo consórcio em agosto de 2016. Com isso, as estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire deverão ser concluídas em dezembro de 2017, restando as estações São Paulo-Morumbi para 2018 e Vila Sônia para 2020. A segunda fase, de acordo com o Metrô, tem o custo de R$ 1,7 bilhão.

Infelizmente, no Brasil  , temos uma Justiça praticamente “ classista “  , sem querer generalizar, pois ainda temos muitos ,Ministros , desembargadores Juízes ,procuradores, promotores, delegados,  honestos  que realmente são motivados pelo amor a profissão, pela formação, e respeito a todos cidadãos .metrô(3)

O problema que ainda no Brasil, os que são honestos , na maioria das vezes, são pressionados ,afastados , porque ainda a classe dominante é regido por  um grupo de desonestos , bandidos que deveriam nunca ocupar um cargo Público , ou  muito menos estar dirigindo nosso país .

E muitos deles, quando são pegos em seus crimes ,ao invés de irem para cadeia , são aposentados com salários astronômicos , ou curtem com o dinheiro roubado do povo .( nunca é devolvido o total )

Nossos sentimentos para todos familiares .

Muda  Brasil  !

 

Mário Ronco Filho – Jornalista

 

 

 

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